
Em memória
Adelina Maria Vasconcelos
1932 — 2024
"O que se ama com cuidado, atravessa o tempo."
Uma vida
Adelina nasceu em uma fazenda do interior de Minas Gerais, num dia em que as cigarras não pararam de cantar. Cresceu entre cafezais, oito irmãos e uma mãe que rezava em voz alta enquanto bordava. Aprendeu cedo que o silêncio também é uma forma de cuidado.
Casou-se aos 26 com Joaquim, um agrônomo de mãos largas e sorriso curto. Tiveram três filhos, doze netos e, mais tarde, uma bisneta que herdou o seu nome. Por décadas, foi a guardiã das receitas, das cartas e das fotografias da família.
Acreditava que toda casa precisava de um cheiro de café fresco, uma janela aberta e alguém disposto a ouvir. Partiu numa manhã de outubro, cercada pelos seus, com uma melodia antiga no rádio.
Galeria
Recordações






Cápsula do tempo
Para minha bisneta, em 2042
Esta cápsula foi escrita por Adelina em 2018. Toque para abrir uma prévia.
Memórias compartilhadas
O que ficou
"Vó Adelina cantava enquanto lavava louça. Era uma melodia que parecia sempre a mesma e sempre diferente. Hoje, cada vez que abro a janela da cozinha, juro que ouço."
— Helena, neta
"Minha mãe me ensinou que servir café é um gesto de afeto. Não importa a hora, sempre havia um bule esperando por quem chegasse."
— Mateus, filho
"Tia Adelina guardava cartas em uma caixa de lata. Disse que não eram lembranças, eram pessoas pequenas dentro do papel."
— Beatriz, sobrinha
e a sua história?
Cada família tem alguém como Adelina. Comece hoje a preservar a sua.
